Eu nunca dei a menor bola pra nenhuma das profecias ancestrais que previam o fim do mundo numa determinada data, fosse mais ou menos precisa.
Nostradamus, bug do milênio, cosmologia maia e Coríntians campeão não foram suficientes para mudar o meu ponto de vista: Pra mim, já faz tempo que o mundo está acabando e vai cada vez mais rápido.
Não (necessariamente) no sentido bombástico de uma nova era glacial ou hecatombe nuclear, mas de mudanças profundas no seio da humanidade. Nada a ver com implantes mamários em massa, mas com uma mudança cultural e comportamental imensamente impulsionada, amparada e (por que não) viabilizada por toda a trackitana internética-social.
Sim, eu sei que um dos motivos pelos quais todo mundo está dizendo que 2011 já vai tarde é que ninguém mais aguenta falar nas revoluções do oriente médio, dos protestos em São Paulo ou da ocupação de Wall Street. Mas convenhamos que são exemplos bem interessantes de como caminhamos para o fim do mundo como o conhecemos. Como mais teria sido possível mobilizar o povo árabe em vários países e mais a opinião pública internacional com tamanha convergência?
Então, embora tudo isso tenha saturado um pouco pela overdose midiática eu acho que esse foi um ano fantástico que merece ser encerrado com boas festas, sejam de Natal, Chanuká, Qwanza ou simplesmente festas-de-firma.
E, principalmente, que vamos a 2012 sem medo de ser feliz, porque realmente é o fim do mundo como o conhecemos, mas eu estou achando o máximo.
:D
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
O Elo Perdido
Pode parecer estranho, mas analisando todo o furor causado ultimamente pela tal computação móvel, tenho uma sensação de déjà vu. Viajo vinte-e-tantos anos, até o início da minha carreira em tecnologia da informação, quando o mundo ainda era dominado pelos dinossauros da espécie main-frame e começavam a surgir espécies menores, mais ágeis e aparentemente mais inteligentes, que se adaptavam mais rapidamente às condições impostas pelo meio ambiente.
Os computadores pessoais passavam a ser elementos determinantes na mudança dos ecossistemas corporativos, muito antes de se tornarem verdadeiramente pessoais.
Para viver, os dinossauros consumiam exagerados recursos e eram de difícil convívio. Aproximar-se deles demandava anos e anos de estudo e conhecimento.
Enquanto isso, novas espécies se desenvolviam vegetativamente, aproximando-se cada vez mais dos preteridos. Até que juntos passaram a dominar a terra, fortalecidos pela onipresente Grande Rede Mundial.
É verdade que esse novo domínio criou uma série de novos problemas, como em qualquer sistema evolutivo, mas a seleção natural cumpriu bem o seu papel até cumprir-se a profecia de que estes bichinhos estariam presentes em todos dos lares do planeta, formando uma simbiose irreversível com a raça humana. Ou quase isso.
Já neste século, ainda sob as bênçãos da Grande Rede, estes seres sofreram mais uma série de mutações miniaturizantes e enxertaram uma outra espécie, que até então tinha sua existência restrita aos atos de falar e ouvir, dando origem aos mais fantásticos transgênicos, que receberam o nome vulgar de smartphones.
Até pouquíssimo tempo atrás, não havia engenheiro, tecnólogo ou paleontólogo capaz de supor que a evolução nos traria a este ponto. Muito menos com esta velocidade. Os elementos todos se fundiram de tal maneira que, sem perceber, passamos a utilizar recursos novíssimos em arquiteturas que nos remetem de volta aos velhos dinossauros, agora devidamente adaptados ao ecossistema do século XXI, metamorfoseados em Cloud Computing, virando até brincadeira de criança. Literalmente.
E aí a casa caiu.
As pessoas passaram a perceber que não precisavam de computadores. Precisavam, sim, de aplicativos, que não habitariam necessariamente seus computadores. Ou você conhece alguém que tenha o Google no seu computador? Twitter? Facebook? SalesForce? Home-bank? Home-broker? Supermercado delivery?
É justo ponderar que o computador deva conter meios mais amigáveis e melhor adaptados para dar acesso a estes recursos. Realmente não é agradável editar documentos e planilhas diretamente no Google Docs ou enviar e-mails diretamente pelo browser, considerando que estas ações demandariam uma conexão à internet em tempo integral, o que (ainda) não é lá muito viável. É claro que existem exceções, mas estas atividades já não exigem mais tantos recursos dos computadores, que encolheram e emagreceram, no sentido oposto da trajetória que vinham traçando e, principalmente, consolidou a ideia de que o ecossistema é determinante, muito mais do que cada elemento que o compõe, individualmente.
E assim, enquanto as vendas de computadores pessoais caem com uma aceleração maior que a da gravidade, smartphones e tablets (seus irmãos maiores, embora mais novos), seguem impávidos no caminho para dominar o mundo. Mas jamais chegariam perto deste êxito se não fizessem parte de um ecossistema que os torna, de fato, poderosos.
Há anos a Nokia já entendia isso e liderou o mercado de smartphones amparada por uma infinidade de aplicativos desenvolvidos por centenas (ou milhares?) de empresas que ela incentivou pesadamente e deu acesso praticamente irrestrito aos usuários através das sua Ovi Store.
Antes disso, a própria Apple teve uma lição importante. O iPod não teve lá grande sucesso no seu lançamento, pois não era muito mais do que um tocador de música digital mais bonitinho que os outros tantos que já estavam por aí. Mas virou um sucesso estrondoso (e duradouro) depois do lançamento do iTunes, que revolucionou a forma de alimentar os dispositivos.
De lá pra cá, a prática que era diferencial virou necessidade básica e não há fabricante de smatphone e/ou tablet que não dê a devida atenção à sua app store ou market place, ciente de que dispositivo sem aplicativo não é nada. E se empenham em agregar mais serviços aos seus ecossistemas para se distinguirem da concorrência, fazendo-se cada vez mais presentes nas nossas vidinhas.
Hoje uso o computador muito menos do que há 1 ano. E há 1 ano já usava menos do que há 2. Vou tranquilo e bem equipado a qualquer reunião de trabalho levando apenas o smartphone no bolso. No máximo levo um tablet para escrever com mais conforto e facilitar a visualização de elementos gráficos. Com qualquer um dos dois e um adaptador que cabe no bolso da calça posso fazer apresentações e palestras para centenas de pessoas. Até o netbook perdeu o hábito de sair de casa.
Propostas, documentos de processos e mesmo materiais promocionais estão sempre à mão, armazenados nos dispositivos ou acessíveis pela internet, podem ser exibidos a qualquer momento com grande clareza e são facilmente compartilhados com os interessados. As impressoras perderam muito de sua importância.
Com a ascensão econômica e a redução de preços pelo aumento de escala comercial dos equipamentos, é certo que estes brinquedinhos vão mudar ainda mais as nossas rotinas em questões aparentemente banais, como a forma de fazermos compras e pagarmos nossas contas.
Mas isso é assunto extenso e merece outro post.
:D
Os computadores pessoais passavam a ser elementos determinantes na mudança dos ecossistemas corporativos, muito antes de se tornarem verdadeiramente pessoais.
Para viver, os dinossauros consumiam exagerados recursos e eram de difícil convívio. Aproximar-se deles demandava anos e anos de estudo e conhecimento.
Enquanto isso, novas espécies se desenvolviam vegetativamente, aproximando-se cada vez mais dos preteridos. Até que juntos passaram a dominar a terra, fortalecidos pela onipresente Grande Rede Mundial.
É verdade que esse novo domínio criou uma série de novos problemas, como em qualquer sistema evolutivo, mas a seleção natural cumpriu bem o seu papel até cumprir-se a profecia de que estes bichinhos estariam presentes em todos dos lares do planeta, formando uma simbiose irreversível com a raça humana. Ou quase isso.
Já neste século, ainda sob as bênçãos da Grande Rede, estes seres sofreram mais uma série de mutações miniaturizantes e enxertaram uma outra espécie, que até então tinha sua existência restrita aos atos de falar e ouvir, dando origem aos mais fantásticos transgênicos, que receberam o nome vulgar de smartphones.
Até pouquíssimo tempo atrás, não havia engenheiro, tecnólogo ou paleontólogo capaz de supor que a evolução nos traria a este ponto. Muito menos com esta velocidade. Os elementos todos se fundiram de tal maneira que, sem perceber, passamos a utilizar recursos novíssimos em arquiteturas que nos remetem de volta aos velhos dinossauros, agora devidamente adaptados ao ecossistema do século XXI, metamorfoseados em Cloud Computing, virando até brincadeira de criança. Literalmente.
E aí a casa caiu.
As pessoas passaram a perceber que não precisavam de computadores. Precisavam, sim, de aplicativos, que não habitariam necessariamente seus computadores. Ou você conhece alguém que tenha o Google no seu computador? Twitter? Facebook? SalesForce? Home-bank? Home-broker? Supermercado delivery?
É justo ponderar que o computador deva conter meios mais amigáveis e melhor adaptados para dar acesso a estes recursos. Realmente não é agradável editar documentos e planilhas diretamente no Google Docs ou enviar e-mails diretamente pelo browser, considerando que estas ações demandariam uma conexão à internet em tempo integral, o que (ainda) não é lá muito viável. É claro que existem exceções, mas estas atividades já não exigem mais tantos recursos dos computadores, que encolheram e emagreceram, no sentido oposto da trajetória que vinham traçando e, principalmente, consolidou a ideia de que o ecossistema é determinante, muito mais do que cada elemento que o compõe, individualmente.
E assim, enquanto as vendas de computadores pessoais caem com uma aceleração maior que a da gravidade, smartphones e tablets (seus irmãos maiores, embora mais novos), seguem impávidos no caminho para dominar o mundo. Mas jamais chegariam perto deste êxito se não fizessem parte de um ecossistema que os torna, de fato, poderosos.
Há anos a Nokia já entendia isso e liderou o mercado de smartphones amparada por uma infinidade de aplicativos desenvolvidos por centenas (ou milhares?) de empresas que ela incentivou pesadamente e deu acesso praticamente irrestrito aos usuários através das sua Ovi Store.
Antes disso, a própria Apple teve uma lição importante. O iPod não teve lá grande sucesso no seu lançamento, pois não era muito mais do que um tocador de música digital mais bonitinho que os outros tantos que já estavam por aí. Mas virou um sucesso estrondoso (e duradouro) depois do lançamento do iTunes, que revolucionou a forma de alimentar os dispositivos.
De lá pra cá, a prática que era diferencial virou necessidade básica e não há fabricante de smatphone e/ou tablet que não dê a devida atenção à sua app store ou market place, ciente de que dispositivo sem aplicativo não é nada. E se empenham em agregar mais serviços aos seus ecossistemas para se distinguirem da concorrência, fazendo-se cada vez mais presentes nas nossas vidinhas.
Hoje uso o computador muito menos do que há 1 ano. E há 1 ano já usava menos do que há 2. Vou tranquilo e bem equipado a qualquer reunião de trabalho levando apenas o smartphone no bolso. No máximo levo um tablet para escrever com mais conforto e facilitar a visualização de elementos gráficos. Com qualquer um dos dois e um adaptador que cabe no bolso da calça posso fazer apresentações e palestras para centenas de pessoas. Até o netbook perdeu o hábito de sair de casa.
Propostas, documentos de processos e mesmo materiais promocionais estão sempre à mão, armazenados nos dispositivos ou acessíveis pela internet, podem ser exibidos a qualquer momento com grande clareza e são facilmente compartilhados com os interessados. As impressoras perderam muito de sua importância.
Com a ascensão econômica e a redução de preços pelo aumento de escala comercial dos equipamentos, é certo que estes brinquedinhos vão mudar ainda mais as nossas rotinas em questões aparentemente banais, como a forma de fazermos compras e pagarmos nossas contas.
Mas isso é assunto extenso e merece outro post.
:D
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
E vai-se a primeira década do século XXI
Não, amigos.
Eu não aderi ao costume de chegar à última quinzena do ano com reflexões tão profundas quanto piegas.
Só parei pra pensar que estamos no lucro. Precisamente 10 anos de lucro, já que todo mundo dizia que o planetinha aqui ia acabar no ano 2000. Quem lembra do terror do bug do milênio?
Agora falam em 2012, o que até faz algum sentido. Grandes desastres naturais, as duas coréias polarizando as duas maiores potências bélicas mundiais, a Hebe saindo do SBT e a Suzana Vieira voltando a mostrar o úbere são pistas que não podemos desprezar.
E, como já ganhamos 10 anos sobre a praga do Nostradamus, who cares?
Mas, definitivamente, não é o que eu quero.
Quero que todos vocês, amigos, colegas, conhecidos e desconhecidos, tenham uma feliz década nova.
E, para uma mensagem final, reuni uns amigos para um pagodinho no quintal, para interpretar uma música que o João e o Paulão fizeram no ano 67 do século passado, provavelmente para homenagear a excelente safra produzida pela humanidade naquele ano e que tem tudo a ver com o momento.
:D
Eu não aderi ao costume de chegar à última quinzena do ano com reflexões tão profundas quanto piegas.
Só parei pra pensar que estamos no lucro. Precisamente 10 anos de lucro, já que todo mundo dizia que o planetinha aqui ia acabar no ano 2000. Quem lembra do terror do bug do milênio?
Agora falam em 2012, o que até faz algum sentido. Grandes desastres naturais, as duas coréias polarizando as duas maiores potências bélicas mundiais, a Hebe saindo do SBT e a Suzana Vieira voltando a mostrar o úbere são pistas que não podemos desprezar.
E, como já ganhamos 10 anos sobre a praga do Nostradamus, who cares?
Mas, definitivamente, não é o que eu quero.
Quero que todos vocês, amigos, colegas, conhecidos e desconhecidos, tenham uma feliz década nova.
E, para uma mensagem final, reuni uns amigos para um pagodinho no quintal, para interpretar uma música que o João e o Paulão fizeram no ano 67 do século passado, provavelmente para homenagear a excelente safra produzida pela humanidade naquele ano e que tem tudo a ver com o momento.
:D
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Criatividade - Ou o fim dela?
Há algum tempo venho reparando na quantidade assustadora de regravações, refilmagens, remontagens e remakes que andam por aí.
Os filmes mais vistos, as novelas líderes de audiência, as músicas mais tocadas. Tudo re-alguma-coisa.
Será que ninguém cria mais nada novo porque o povo ficou menos inteligente ou porque não há muito mais a ser criado?
Todos os dias temos grandes novidades de futuros lançamentos de celulares, TVs, computadores, carros...
Mas... e na música? Eu admito que sou meio chato nesse campo, mas dá pra comparar a Lady Day com a Lady Gaga (aquela moça muderna que, por sua vez, quer ser remake da Cher)? E ainda acho que cada vez que o Restart toca, Raul pede ao Pai do Rock que mate um filhote de panda.
Ok, sejamos complacentes. Sao só 7 notas musicais e depois das patotas de Mozart, Beethoven, Lenon & McCartney não sobrou mesmo muito o que fazer com elas.
Assim consigo até entender por que não se cria nada muito genial há muito tempo, mas como explicar a mediocridade das interpretações? Os Jonas Brothers cantando Beatles continuam sendo... Jonas. Mesmo com a banda de Paul McCartey segurando.
Mas a legião de fãs dormindo na fila para comprar um ingresso pro show do Paul em São Paulo é uma comoção apenas comparável à provocada pelo show dos... Jonas!
Lógica semelhante deve valer pro cinema. Os grandes sucessos de bilheteria são refilmagens ou continuações. Intermináveis trilogias de 4 ou 5 peças sobre os mesmos personagens. Estou esperando pelo 'remake' de Grease com Zac Efron e Vanessa Hudgens como protagonistas. Ou, quem sabe, ver o parzinho dançando Cheek to Cheek no lugar de Fred e Ginger.
A tecnologia tem muito a fazer pelo cinema. Imax e 3D podem até justificar a volta de grandes clássicos da ação. Vamos admitir que o Tubarão rodado pelo Spielberg em 1975, que provocava sustos de tirar várias noites de sono da platéia, hoje nem incomodaria a classe de 2o. ano da minha filha. Mas se o próprio Steven filmasse uma versão atualizada em 3D...
E se um talento como Hitchcock, que chegou a rodar um filme inteiro em um único plano, vivesse nos dias de hoje?
Não há dúvida de que muitas novidades ainda virão para tornar esse mundo do entretenimento eletrônico muito interessante pelo uso de recursos que nós, reles mortais, ainda nem conhecemos e isso deve salvar a indústria cinematográfica pela sua própria reinvenção.
Confesso que vou sentir muita falta de grandes interpretações e sacadas geniais de Brandos, Chaplins, Kellys e Wilders, mas acho que dá pra levar.
Já a música...
:D
Os filmes mais vistos, as novelas líderes de audiência, as músicas mais tocadas. Tudo re-alguma-coisa.
Será que ninguém cria mais nada novo porque o povo ficou menos inteligente ou porque não há muito mais a ser criado?
Todos os dias temos grandes novidades de futuros lançamentos de celulares, TVs, computadores, carros...
Mas... e na música? Eu admito que sou meio chato nesse campo, mas dá pra comparar a Lady Day com a Lady Gaga (aquela moça muderna que, por sua vez, quer ser remake da Cher)? E ainda acho que cada vez que o Restart toca, Raul pede ao Pai do Rock que mate um filhote de panda.
Ok, sejamos complacentes. Sao só 7 notas musicais e depois das patotas de Mozart, Beethoven, Lenon & McCartney não sobrou mesmo muito o que fazer com elas.
Assim consigo até entender por que não se cria nada muito genial há muito tempo, mas como explicar a mediocridade das interpretações? Os Jonas Brothers cantando Beatles continuam sendo... Jonas. Mesmo com a banda de Paul McCartey segurando.
Mas a legião de fãs dormindo na fila para comprar um ingresso pro show do Paul em São Paulo é uma comoção apenas comparável à provocada pelo show dos... Jonas!
Lógica semelhante deve valer pro cinema. Os grandes sucessos de bilheteria são refilmagens ou continuações. Intermináveis trilogias de 4 ou 5 peças sobre os mesmos personagens. Estou esperando pelo 'remake' de Grease com Zac Efron e Vanessa Hudgens como protagonistas. Ou, quem sabe, ver o parzinho dançando Cheek to Cheek no lugar de Fred e Ginger.
A tecnologia tem muito a fazer pelo cinema. Imax e 3D podem até justificar a volta de grandes clássicos da ação. Vamos admitir que o Tubarão rodado pelo Spielberg em 1975, que provocava sustos de tirar várias noites de sono da platéia, hoje nem incomodaria a classe de 2o. ano da minha filha. Mas se o próprio Steven filmasse uma versão atualizada em 3D...
E se um talento como Hitchcock, que chegou a rodar um filme inteiro em um único plano, vivesse nos dias de hoje?
Não há dúvida de que muitas novidades ainda virão para tornar esse mundo do entretenimento eletrônico muito interessante pelo uso de recursos que nós, reles mortais, ainda nem conhecemos e isso deve salvar a indústria cinematográfica pela sua própria reinvenção.
Confesso que vou sentir muita falta de grandes interpretações e sacadas geniais de Brandos, Chaplins, Kellys e Wilders, mas acho que dá pra levar.
Já a música...
:D
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Faça o que eu falo, mas...
Eu não gosto muito de rótulos, mas sou obrigado a reconhecer que, vez ou outra, quebram um galho. Podem servir para, com poucas palavras, separar joios de trigos e evitar que, por exemplo, Netinho de Paula e Paulinho da Viola sejam jogados no mesmo saco.
O problema é que frequentemente alguns desses rótulos viram moda e sempre tem um espertinho (ou muitos) que se aproveitam dessa definição de rápida digestão.
Uma das últimas modas rotuladas no nosso mundinho tecnológico é a TI Verde. Embora acredite em nobres propósitos, tem montes de aproveitadores e doutores em contra-senso que insistem em se apropriar de bons princípios para maus propósitos. E, é claro, sempre tem quem compre e alimente os motores desse círculo, que eu duvido que pratiquem princípios até mais elementares, como reciclar o próprio lixo e apagar a luz quando saem da sala.
Exemplos simples e abundantes são as empresas que se auto-atribuem um título de compromisso com o meio-ambiente, mas que a cada visita a um cliente distribui “folders” com 10 folhas de papel branco-imaculado, de alta gramatura, com direito a verniz e tudo.
Curioso pensar como essa antiga ostentação de luxo e originalidade ainda tem tanta força sobre o ego de boa parte do empresariado. Experimente (eu já fiz isso várias vezes) perguntar se ele tem consciência de que ninguém mais lê esse tipo de coisa. Pode até engasgar para responder, mas no fundo ele sabe muito bem que hoje em dia, quando chega ao ponto de sentar na frente de um cliente, este já pesquisou sua vida toda na internet.
Como assim?
Simples assim!
Para marcar uma visita, no mínimo você teve que se apresentar, dizer seu nome e o da sua empresa, certo?
Só isso já seria suficiente para o seu cliente fazer uma pesquisa razoável no Google e num LinkedIn da vida, DURANTE a conversa por telefone. Pra completar, marcada a reunião, geralmente você troca informações de contato com o seu cliente, como números de telefone e endereços de e-mail, certo? Então agora ele conhece oficialmente o domínio da sua empresa e chega instantaneamente ao seu site.
Então, sabendo de tudo isso, você acha que seu cliente perderia tempo em uma reunião, que raramente dura menos de uma hora, sem ter um conhecimento prévio, no mínimo igual ao que está escrito nos seus impressos? E você sabe que, com sorte, seu belo folder vai parar no lixo reciclável, não sabe?
E se você é capaz de dizer que não é assim que as coisas acontecem, significa que você ainda por cima subestima a capacidade intelectual dos outros. Tsk, tsk, tsk...
Outra coisa que mexe com a minha curiosidade são as empresas que vendem serviços de datacenter, cloud computing e virtualização mas não usam tudo isso.
Como será que conseguem vender serviços que eles mesmos não tem coragem de usar?
Triste é que estes são alguns dos serviços com papel mais nobre num contexto ecologicamente positivo.
Pra quem não sabe exatamente do que se trata (ninguém tem obrigação de saber) vou tentar explicar claramente:
Quando o assunto é computação, seja pessoal ou corporativa, ainda é mais comum encontrarmos aquele cenário mais “patrimonialista” em que cada pessoa tem o SEU computador e dentro dele o SEU super HD (já medido em terabytes), com SEUS programas, SUAS planilhas, SEUS arquivos, SUAS fotos, SUAS músicas, SEUS filmes e SEUS etecéteras.
Mas parando pra pensar, desde quando a internet se tornou abrangente, rápida e estável, poucas são as pessoas e empresas que realmente precisam destes ativos. Poucos precisam de tantos recursos de software e hardware literalmente imobilizados.
A boa notícia é que grande parte dessa lataria e quase todo o universo de programas e áreas de armazenamento podem ser contratados como serviços externos, deixando magrinho, magrinho o seu computador de uso pessoal ou profissional.
Esse seu computador, na verdade tende a se tornar um simples dispositivo de acesso à internet. Vai precisar de um mínimo de capacidade pra guardar meia-dúzia de coisas imprescindíveis para o dia-a-dia. Todo o resto, da internet virá e para a internet retornará. Claro que não dá pra generalizar. E eu nem gosto. Mas isso já começa a se aplicar a uma esmagadora maioria.
Não quero ser repetitivo, mas quem leu nesse mesmo blog o post de 11/04 deste mesmo ano da graça pode se lembrar de que apenas alguns dias depois do lançamento mundial do iPad, que foi para as lojas estadunidenses em 03/04, tive a oportunidade de brincar com uns deles e tive a nítida convicção de que os tablets seriam uma grande opção de dispositivo de computação pessoal e meio de inclusão digital. Tanto que na primeira oportunidade, dias depois, comprei um.
Quase 5 meses depois, esse sentimento ficou ainda mais agudo. Hoje tenho a experiência prática de ler livros, jornais e revistas no tablet, além de fazer registros de reuniões, anotações de aulas e palestras, pesquisas e mais um monte de coisas. E estou na maior expectativa pelos lançamentos da concorrência, que tendem a ser melhores e mais completos.
Mas onde ficou a história da TI Verde?
Aí mesmo!
Se você pensar no tablet ou no smartphone como um computador, concluirá, como eu, que são aparelhinhos menores, com menos componentes e de menor consumo de energia. Consequentemente, consomem menos recursos naturais na sua produção e no uso diário.
Como também são dispositivos multi-uso (principalmente os tablets), você deixa de consumir montes e montes de papel, desde as folhas de rascunho para anotações até livros que vão sendo substituídos por e-books. Passando, especialmente, pelas revistas e jornais, que desembocam às toneladas em nossos lares e vão rapidamente pro lixo, que muita gente nem recicla. A Época e a Folha de São Paulo, por exemplo, nem são minhas leituras favoritas, mas a experiência de lê-las no iPad chega a ser gratificante. E limpa.
E onde se encaixam mesmo aquelas histórias de datacenters, cloud computing e virtualização?
Aí mesmo!
Já faz até um tempinho que pessoas e empresas podem armazenar seus dados em recursos externos, acessíveis pela internet. Também podem compartilhar um monte de recursos na tal nuvem, sem perder nada com isso. E ainda tem vantagens, como desincumbir o usuário de tarefas tão imprescindíveis quanto pentelhas, como fazer backup e atualizar o anti-vírus.
Essas tecnologias que permitiram o compartilhamento de vários recursos serviram de base para que fosse criada uma tal de virtualização de desktops. Essa, por sua vez, está começando a se mostrar a mais revolucionária e eficiente em termos sustentáveis, porque permite a aplicação de uma dieta rigorosa sobre os milhões de computadores que hoje se espalham em cubículos corporativos e notebooks que habitam pastas de estudantes, proletários e executivos mundo afora.
Com os desktops e notebooks devidamente emagrecidos por uma dieta que tira de suas vísceras muitos gigabytes de HD e RAM, já que programas e arquivos foram lipoaspirados para servidores seguros na nuvem, muitas doenças associadas à obesidade também tendem à erradicação.
Pra começar, o roubo destes dispositivos deixa de ser um terror. Ninguém deseja ser roubado, mas se for, tem a tranqüilidade de que quem roubou só levou um punhado de plástico ou lata. Nada de dados confidenciais ou fotos comprometedoras.
Depois vem a durabilidade e a preservação do investimento. Como essas maquininhas vão rodar apenas aplicações simples, o suficiente para entrar na internet, acaba a comedeira de hardware motivada pela voracidade do apetite do software. Especialmente Windows, Office e seus filhotes, que a cada nova versão exigem máquinas maiores e mais potentes, trazendo uma longevidade até então impensável para o estilo de vida corrente.
Sem falar na tremenda economia na compra de máquinas novas, seja para reposição ou para aumento do parque. Nada de super-requisitos de memória e disco. Máquinas magrinhas darão conta do recado. E essas maquininhas, além custarem mais barato, também terão menor consumo de energia e demanda de manutenção.
No uso doméstico, uma conexão razoável à internet é suficiente para viabilizar o armazenamento de fotos, vídeos, música e livros em sites especializados. Muitos gratuitos.
Textos, planilhas e apresentações de slides também tem lugar garantido em grandes serviços na web.
Se você é um grande consumidor, do tipo compulsivo, pode até não se enquadrar nos incontáveis serviços grátis, mas provavelmente vai encontrar um que justifique uma módica tarifa em troca de não precisar mais expandir o HD, fazer backup e, principalmente, testar a restauração desses backups, sem o que de nada servem.
Vale a pena pensar no uso desse monte de recursos que já existem, quando cobrados são acessíveis e são bem mais simples do que parecem.
E não é feitiçaria. É tecnologia!
:D
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Quem tem medo da Web 2.0? - Reloaded
O título não foi escolhido só para tentar criar uma frase de efeito. É resultado da experiência prática que eu tenho pelo famigerado “mundo corporativo”. É fato que muita gente – incluindo muitos empresários – tem medo da Web 2.0.
Provavelmente esse medo vem de quem teve sua formação cultural em um momento em que a comunicação para o grande público era uma via de mão única. Anúncios de TV, rádio, jornal, outdoor... Nenhum destes meios permitia uma resposta direta e aberta do público. E, se esta alternativa estiver correta, demonstra insegurança quanto à qualidade de seus produtos e serviços.
Outra razão frequentemente apontada pelos empresários que tem medo da Web 2.0 é o famoso time drain, o ralo que permite o escoamento de tempo e destrói a produtividade de seus estimados colaboradores, além de tornar o ambiente computacional da empresa vulnerável a invasões e até espionagem industrial.
Não deixa de ser verdade. Mas só se a empresa não assumir o volante desse bonde desgovernado. É papel da empresa provocar a discussão das políticas de uso de todos os seus recursos. Porque a internet seria tratada de outra forma? Afinal, o tempo dos estimados colaboradores pode ser gasto acessando as redes sociais pelo celular (sim, celulares simples fazem isso) e existem centenas de ferramentas especializadas em segurança da informação e empresas competentes para sua aplicação.
Não assumindo uma posição de dianteira, o que seria uma grande oportunidade diretiva se transforma em derrota da imposição pela criatividade.
Quem se distancia da internet, especialmente das redes sociais interativas (essas que foram classificadas como Web 2.0), fica à margem de alguns acontecimentos, no mínimo, interessantes:
O Twitter existe há 4 anos. Há 1 ano tinha 17.000.000 de usuários.
Hoje tem cerca de 80.000.000.
O Facebook existe há 6 anos. Há 1 ano tinha 300.000.000 de usuários.
Hoje tem 450.000.000.
Mais de 100.000 sites tem plugins para o Facebook. Esses plugins só foram lançados em Abril.
É claro que existem assuntos e usuários seriíssimos e bobagens paquidérmicas. Desde instituições que optaram por trocar seus websites institucionais por inserções no Facebook em troca de facilidades de popularização e interatividade até os pentelhíssimos joguinhos de bichinhos e fazendinhas.
E existem também as redes com foco mais profissional, como o LinkedIn, com 65.000.000 de usuários registrados em 200 países e utilizado como ferramenta complementar de recrutamento e seleção por inúmeras empresas.
No mundo real, é perfeitamente possível começar com ações simples com resultados práticos. Basta não inventar moda e lembrar do princípio do social networking, que é o encadeamento de ações e seu efeito multiplicador.
Um dos primeiros mestres desta arte da simplicidade foi o companheiro Obama. Durante sua campanha, muito foi dito sobre o uso dos Blackberries da equipe e divulgação de informações pelo Twitter, o que pode ter seu valor subjetivizado pelos críticos. Mas FATO é que em Fevereiro de 2008, enquanto McCain passava o chapéu entre empresários e doadores de campanha tradicionais para arrecadar US$ 11.000.000, Obama não se esteve com um único doador ou lobista e arrecadou US$ 55.000.000 através de mídias sociais.
Há menos de uma semana, o Mashable publicou um post focando 5 pequenas empresas que fazem uso inteligente de mídias sociais para alavancar seus negócios. Tem salão de cabeleireiro, doceria, consultoria, livraria e loja de presentes. São artigos curtinhos que valem muito a pena.
E aqui pertinho, na Zona Oeste de São Paulo, uma padaria usa o twitter para avisar os clientes quando sai uma nova formada de pão quentinho.
A padaria tem lá seus seguidores e incrementou seu negócio com um sistema de e-commerce para receber encomendas dos clientes.
O que todos esses casos tem em comum é que as pessoas envolvidas realmente incorporaram o espírito 2.0 do dinamismo, agilidade e interatividade. E aí está a importância de mudar, por exemplo, o velho web-site institucional estático, codificado, que demora para ser atualizado, pelo modelo dinâmico, com gerenciamento de conteúdo interativo, wiki e integração com mídias sociais, porque informação velha depõe contra. Cada vez mais. E nunca na história a informação caducou tão rápido. Sooo last week...
Também não é desculpa dizer que o problema é falta de dinheiro. Praticamente todas as boas ferramentas para gerenciamento de conteúdo, blogs e mídia social operam no modelo freemium, ou seja, oferecem um serviço básico gratuito e cobram ninharias por serviços mais completos e personalizados.
Aliás, desconfio que este seja um dos fatores que metem medo no empresariado old fashioned. A criatividade, o planejamento e, principalmente, a inteligência no uso colocam a modesta padaria em pé de igualdade com grandes corporações.
:D
http://www.youtube.com/watch?v=lFZ0z5Fm-Ng
Provavelmente esse medo vem de quem teve sua formação cultural em um momento em que a comunicação para o grande público era uma via de mão única. Anúncios de TV, rádio, jornal, outdoor... Nenhum destes meios permitia uma resposta direta e aberta do público. E, se esta alternativa estiver correta, demonstra insegurança quanto à qualidade de seus produtos e serviços.
Outra razão frequentemente apontada pelos empresários que tem medo da Web 2.0 é o famoso time drain, o ralo que permite o escoamento de tempo e destrói a produtividade de seus estimados colaboradores, além de tornar o ambiente computacional da empresa vulnerável a invasões e até espionagem industrial.
Não deixa de ser verdade. Mas só se a empresa não assumir o volante desse bonde desgovernado. É papel da empresa provocar a discussão das políticas de uso de todos os seus recursos. Porque a internet seria tratada de outra forma? Afinal, o tempo dos estimados colaboradores pode ser gasto acessando as redes sociais pelo celular (sim, celulares simples fazem isso) e existem centenas de ferramentas especializadas em segurança da informação e empresas competentes para sua aplicação.
Não assumindo uma posição de dianteira, o que seria uma grande oportunidade diretiva se transforma em derrota da imposição pela criatividade.
Quem se distancia da internet, especialmente das redes sociais interativas (essas que foram classificadas como Web 2.0), fica à margem de alguns acontecimentos, no mínimo, interessantes:
O Twitter existe há 4 anos. Há 1 ano tinha 17.000.000 de usuários.
Hoje tem cerca de 80.000.000.
O Facebook existe há 6 anos. Há 1 ano tinha 300.000.000 de usuários.
Hoje tem 450.000.000.
Mais de 100.000 sites tem plugins para o Facebook. Esses plugins só foram lançados em Abril.
É claro que existem assuntos e usuários seriíssimos e bobagens paquidérmicas. Desde instituições que optaram por trocar seus websites institucionais por inserções no Facebook em troca de facilidades de popularização e interatividade até os pentelhíssimos joguinhos de bichinhos e fazendinhas.
E existem também as redes com foco mais profissional, como o LinkedIn, com 65.000.000 de usuários registrados em 200 países e utilizado como ferramenta complementar de recrutamento e seleção por inúmeras empresas.
No mundo real, é perfeitamente possível começar com ações simples com resultados práticos. Basta não inventar moda e lembrar do princípio do social networking, que é o encadeamento de ações e seu efeito multiplicador.
Um dos primeiros mestres desta arte da simplicidade foi o companheiro Obama. Durante sua campanha, muito foi dito sobre o uso dos Blackberries da equipe e divulgação de informações pelo Twitter, o que pode ter seu valor subjetivizado pelos críticos. Mas FATO é que em Fevereiro de 2008, enquanto McCain passava o chapéu entre empresários e doadores de campanha tradicionais para arrecadar US$ 11.000.000, Obama não se esteve com um único doador ou lobista e arrecadou US$ 55.000.000 através de mídias sociais.
Há menos de uma semana, o Mashable publicou um post focando 5 pequenas empresas que fazem uso inteligente de mídias sociais para alavancar seus negócios. Tem salão de cabeleireiro, doceria, consultoria, livraria e loja de presentes. São artigos curtinhos que valem muito a pena.
E aqui pertinho, na Zona Oeste de São Paulo, uma padaria usa o twitter para avisar os clientes quando sai uma nova formada de pão quentinho.
A padaria tem lá seus seguidores e incrementou seu negócio com um sistema de e-commerce para receber encomendas dos clientes.
O que todos esses casos tem em comum é que as pessoas envolvidas realmente incorporaram o espírito 2.0 do dinamismo, agilidade e interatividade. E aí está a importância de mudar, por exemplo, o velho web-site institucional estático, codificado, que demora para ser atualizado, pelo modelo dinâmico, com gerenciamento de conteúdo interativo, wiki e integração com mídias sociais, porque informação velha depõe contra. Cada vez mais. E nunca na história a informação caducou tão rápido. Sooo last week...
Também não é desculpa dizer que o problema é falta de dinheiro. Praticamente todas as boas ferramentas para gerenciamento de conteúdo, blogs e mídia social operam no modelo freemium, ou seja, oferecem um serviço básico gratuito e cobram ninharias por serviços mais completos e personalizados.
Aliás, desconfio que este seja um dos fatores que metem medo no empresariado old fashioned. A criatividade, o planejamento e, principalmente, a inteligência no uso colocam a modesta padaria em pé de igualdade com grandes corporações.
:D
http://www.youtube.com/watch?v=lFZ0z5Fm-Ng
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Quem tem medo da WEB 2.0?
Em tempos em que já se fala de uma tal WEB 3, ainda me deparo com situações no mínimo curiosas.
O termo WEB 3 foi cunhado apenas para facilitar a assimilação de algo que é até fácil de prever: Com o volume braquiossáurico de informações dispostas pela internet, daqui a pouco ninguém se acha mais. Então, uma penca de pesquisadores muito sérios já trabalha no sentido de organizar essa tralha toda de uma forma mais inteligente, como grandes bancos de dados organizados.
Dedução meio óbvia é que se estão trabalhando na organização de um monte de informações está ficando muito grande, deve haver muita coisa interessante pra garimpar, certo?
Pois tem muita gente que discorda. Não é raro encontrar empresas que proibem o acesso à internet, se não totalmente, pelo menos a redes sociais estigmatizadas como brinquedinhos inúteis.
É claro que tem muitos fatores envolvidos, como a segurança das informações e a produtividade dos funcionários. Mas a história deve ser um pouco diferente.
Ao invés de bloquear o acesso, tem muito mais sentido fazer uso de ferramentas sérias e aplicar políticas inteligentes para o uso destes recursos.
E quando coloco este tipo de proposta, a reação mais comum é defensiva, do tipo "isso não funciona" ou "dá muito trabalho". E nada disso é verdade. São reações provocadas, provavelmente, pelo medo do desconhecido.
Muitos gestores de áreas importantes de empresas de todo o tipo e tamanho, inclusive os ligados à tecnologia da informação, ainda não alcançaram a verdadeira utilidade (e função) destes recursos. Muito menos alcançam a importância que podem ter para atividades de todas as áreas, do RH a vendas, passando pelo fiscal, financeiro e, obviamente, marketing.
A famigerada WEB 2.0 é a a mais perfeita tradução do que eu entendo por comunicação social. Depois da criação e proliferação da internet propriamente dita, foi a grande revolução democrática. Tudo mundo pode publicar, opinar, transmitir e, principalmente, usufruir.
Talvez esse excesso de democracia seja o que aterrorize esse pessoal. Principalmente os maiores de 40, que cresceram sob a mão pesada da dita-dura e tragam esse ranço inconsciente.
Mas, como membro do clube dos maoires de 40, posso afirmar categoricamente que não há nada melhor do que a liberdade de escolha. Basta ter a cabeça aberta para explorar as opções. Sem medo e sem preguiça.
Agora um breve intervalo para os nossos comerciais: Conhecendo a minha filosofia e envolvimento com a aplicação prática dos recursos internéticos, os amigos da Artech me honraram com o convite para fazer uma palestra sobre o tema no seu grande encontro anual. Para quem não conhece, a Artech produz algumas das ferramentas mais bacanas para o desenvolvimento de sistemas de informação, aplicando inteligência artificial de uma forma acessível a qualquer mortal. E nesse mesmo evento, em mais uma ação colaborativa, vamos lançar juntos uma nova plataforma democrática para o desenvolvimento de portais na internet, num modelo freemium. Não percam, de verdade. E é de graça!
Para conhecer melhor a Artech, venha por aqui.
Para ver a programação do evento, por aqui.
E, para fazer a sua inscrição, chegue aqui.
Espero encontrá-los!
:D
O termo WEB 3 foi cunhado apenas para facilitar a assimilação de algo que é até fácil de prever: Com o volume braquiossáurico de informações dispostas pela internet, daqui a pouco ninguém se acha mais. Então, uma penca de pesquisadores muito sérios já trabalha no sentido de organizar essa tralha toda de uma forma mais inteligente, como grandes bancos de dados organizados.
Dedução meio óbvia é que se estão trabalhando na organização de um monte de informações está ficando muito grande, deve haver muita coisa interessante pra garimpar, certo?
Pois tem muita gente que discorda. Não é raro encontrar empresas que proibem o acesso à internet, se não totalmente, pelo menos a redes sociais estigmatizadas como brinquedinhos inúteis.
É claro que tem muitos fatores envolvidos, como a segurança das informações e a produtividade dos funcionários. Mas a história deve ser um pouco diferente.
Ao invés de bloquear o acesso, tem muito mais sentido fazer uso de ferramentas sérias e aplicar políticas inteligentes para o uso destes recursos.
E quando coloco este tipo de proposta, a reação mais comum é defensiva, do tipo "isso não funciona" ou "dá muito trabalho". E nada disso é verdade. São reações provocadas, provavelmente, pelo medo do desconhecido.
Muitos gestores de áreas importantes de empresas de todo o tipo e tamanho, inclusive os ligados à tecnologia da informação, ainda não alcançaram a verdadeira utilidade (e função) destes recursos. Muito menos alcançam a importância que podem ter para atividades de todas as áreas, do RH a vendas, passando pelo fiscal, financeiro e, obviamente, marketing.
A famigerada WEB 2.0 é a a mais perfeita tradução do que eu entendo por comunicação social. Depois da criação e proliferação da internet propriamente dita, foi a grande revolução democrática. Tudo mundo pode publicar, opinar, transmitir e, principalmente, usufruir.
Talvez esse excesso de democracia seja o que aterrorize esse pessoal. Principalmente os maiores de 40, que cresceram sob a mão pesada da dita-dura e tragam esse ranço inconsciente.
Mas, como membro do clube dos maoires de 40, posso afirmar categoricamente que não há nada melhor do que a liberdade de escolha. Basta ter a cabeça aberta para explorar as opções. Sem medo e sem preguiça.
Agora um breve intervalo para os nossos comerciais: Conhecendo a minha filosofia e envolvimento com a aplicação prática dos recursos internéticos, os amigos da Artech me honraram com o convite para fazer uma palestra sobre o tema no seu grande encontro anual. Para quem não conhece, a Artech produz algumas das ferramentas mais bacanas para o desenvolvimento de sistemas de informação, aplicando inteligência artificial de uma forma acessível a qualquer mortal. E nesse mesmo evento, em mais uma ação colaborativa, vamos lançar juntos uma nova plataforma democrática para o desenvolvimento de portais na internet, num modelo freemium. Não percam, de verdade. E é de graça!
Para conhecer melhor a Artech, venha por aqui.
Para ver a programação do evento, por aqui.
E, para fazer a sua inscrição, chegue aqui.
Espero encontrá-los!
:D
Assinar:
Postagens (Atom)